Tuesday, September 11, 2012
Os convites estão na gráfica
Tinha esse projeto no qual eu passei os últimos meses trabalhando. Hoje, depois de algumas noites em claro com a cara enfiada no computador (e com auxílio de um incansável colega que fez as vezes de Sancho Panza/Dr. Watson), as revisões foram terminadas, e ele foi encaminhado ao editor. Mais detalhes quando as boas notícias definitivas vierem.
Tuesday, August 21, 2012
Meio-Ambiente
A partir de hoje, sou a nova assistente de web da International Society for Environmental Ethics (ISEE).
Estarei trabalhando, diretamente, com William Grove-Fanning e Trevor Hedberg na manutenção do site, do listserve e na e-newsletter, e, menos diretamente, com o Phil Cafaro, presidente da ISEE.
Vocês poderão ler os posts que eu fizer lá nesse link.
Se alguém tiver algo interessante a compartilhar sobre ética ambiental, favor entrar em contato. Seria bom poder divulgar alguma coisa que está acontecendo no Brasil. Até agora, consegui encontrar muito pouco...
Estarei trabalhando, diretamente, com William Grove-Fanning e Trevor Hedberg na manutenção do site, do listserve e na e-newsletter, e, menos diretamente, com o Phil Cafaro, presidente da ISEE.
Vocês poderão ler os posts que eu fizer lá nesse link.
Se alguém tiver algo interessante a compartilhar sobre ética ambiental, favor entrar em contato. Seria bom poder divulgar alguma coisa que está acontecendo no Brasil. Até agora, consegui encontrar muito pouco...
Tuesday, October 4, 2011
Resenha: What Should I Do?
Imagine se houvesse uma versão intelectual da coluna “Pergunte a Claudia Matarazzo”, aonde você pudesse enviar suas perguntas mais complicadas sobre o que fazer quando dá de cara com um dilema filosófico? E não é que alguns filósofos já tiveram essa ideia? Depois de Existo, Logo Penso (Objetiva, 2009), publicado originalmente em 2007 nos EUA, chega às livrarias What Should I Do? (ainda sem tradução para o português, e sem previsão de publicação no Brasil, até onde eu sei), o segundo livro a ser publicado a partir do site askphilosophers.org, onde as pessoas podem postar perguntas para que filósofos profissionais (ou seja, acadêmicos) respondam, em um estilo parecido com esses de colunas de etiqueta, mas com um conteúdo mais voltado ao aspecto intelectual.
What Should I Do?, que tem como público-alvo os não-filósofos, é dividido em quarto capítulo principais: o pessoal, o público, o político, e a natureza da moralidade, e cada capítulo é ainda dividido em sub-seções. Cada uma dessa seções traz questões que foram postadas no site, e uma seleção de respostas acompanha. O livro, como o site, conta com contribuições de vários filósofos de fama acadêmica considerável, como Thomas Pogge, Peter Lipton, e Marc Lange.
Os temas do livro incluem morte, suicídio, caráter, eutanásia, aborto, punição, e religião, entre outros.
Para ler minha resernha completa do livro (em inglês), clique aqui.
Saturday, August 13, 2011
Auto-ajuda
Não entendo bem o perfil das pessoas que lêem esse blog, mas, a julgar por o que me informa o Google Analytics, tem uma quantidade razoável de gente que chega aqui via Google. Pelas palavras-chave de algumas buscas, imagino que grande parte dos leitores seja gente que estuda filosofia (ou gente com algum interesse especial pela área). Então, aproveitando que acabei de me dar conta que já faz 10 anos que eu estudo filosofia semi-profissionalmente e fiquei pensando no que é necessário para ser um bom estudante de filosofia, vou fazer um post meio auto-ajuda: coisas que eu, doutoranda, diria para minha eu caloura na graduação, 10 anos atrás.
1. Leia mais Aristóteles. Leia e releia a Ética a Nicômaco, as Categorias, a Metafísica, o De Interpretatione, os Analíticos, e o De Anima. Deixe o resto para depois.
2. Leia mais Kant.
3. Não tenha medo do Kant pré-crítico.
4. Não perca tanto tempo tentando ler Kant em alemão.
5. Continue lendo Frege, por mais difícil que possa parecer. Você não vai se arrepender.
6. Leia John Stuart Mill.
7. Leia Descartes;
8. Leia Peter Singer.
9. Deixe para ler Ricoeur, Benjamin, Adorno, Strawson, Chomsky etc. daqui a uns anos. Concentre-se nesse pessoal aí dos números 1 a 7.
10. Estude lógica. Faça do livro do Copi sua bíblia.
11. Não faça aquele monte de fotocópias. Compre os livros ou salve os .pdfs
12. Não empreste seus livros - com todas as suas notas nas margens - para os colegas. Os livros você poderá comprar novamente. Já as notas...
13. Estude mais latim. Dedique-se às aulas da Maria Laura como se não houvesse amanhã. E memorize todas as páginas da Gramática Latina, do Napoleão Mendes de Almeida.
14. Não desista do grego, mesmo parecendo impossível.
15. E, não se iluda, você faz muito bem em estudar alemão
16. Tome vergonha na cara e vá estudar mais espanhol.
17. Trabalhe menos, e leia mais.
18. Faça back-up de todos os seus arquivos, toda semana.
19. Se você quiser mesmo fazer a licenciatura junto com o bacharelado, vá em frente. Mas não diga que eu não avisei...
20. Evite discutir com a professora que é althusseriana hardcore. Finja que você nasceu pequeno-materialista (em vez de pequeno-burguesa) e se livre logo dessa matéria. Metabasis eis allo genos.
21. Brigue para fazer as optativas que você quer, e não as que eles te mandam fazer.
22. Escolha um orientador competente e, se possível, com um mínimo de estabilidade mental.
23. Vá aos grupos de estudo propostos pelo seu orientador, mesmo que eles sejam do outro lado da cidade.
24. Não leve seu orientador tão a sério em tudo.
25. Não leia Hegel (sobretudo não em alemão) logo nos primeiros anos da graduação, mesmo se o orientador com pouca estabilidade mental mandar.
26. Faça iniciação científica.
27. Tenha uma vida social. Muitos dos amigos/colegas de trabalho que você fará na graduação te acompanharão ao menos pelos próximos 10 anos.
28. Use filtro solar.
1. Leia mais Aristóteles. Leia e releia a Ética a Nicômaco, as Categorias, a Metafísica, o De Interpretatione, os Analíticos, e o De Anima. Deixe o resto para depois.
2. Leia mais Kant.
3. Não tenha medo do Kant pré-crítico.
4. Não perca tanto tempo tentando ler Kant em alemão.
5. Continue lendo Frege, por mais difícil que possa parecer. Você não vai se arrepender.
6. Leia John Stuart Mill.
7. Leia Descartes;
8. Leia Peter Singer.
9. Deixe para ler Ricoeur, Benjamin, Adorno, Strawson, Chomsky etc. daqui a uns anos. Concentre-se nesse pessoal aí dos números 1 a 7.
10. Estude lógica. Faça do livro do Copi sua bíblia.
11. Não faça aquele monte de fotocópias. Compre os livros ou salve os .pdfs
12. Não empreste seus livros - com todas as suas notas nas margens - para os colegas. Os livros você poderá comprar novamente. Já as notas...
13. Estude mais latim. Dedique-se às aulas da Maria Laura como se não houvesse amanhã. E memorize todas as páginas da Gramática Latina, do Napoleão Mendes de Almeida.
14. Não desista do grego, mesmo parecendo impossível.
15. E, não se iluda, você faz muito bem em estudar alemão
16. Tome vergonha na cara e vá estudar mais espanhol.
17. Trabalhe menos, e leia mais.
18. Faça back-up de todos os seus arquivos, toda semana.
19. Se você quiser mesmo fazer a licenciatura junto com o bacharelado, vá em frente. Mas não diga que eu não avisei...
20. Evite discutir com a professora que é althusseriana hardcore. Finja que você nasceu pequeno-materialista (em vez de pequeno-burguesa) e se livre logo dessa matéria. Metabasis eis allo genos.
21. Brigue para fazer as optativas que você quer, e não as que eles te mandam fazer.
22. Escolha um orientador competente e, se possível, com um mínimo de estabilidade mental.
23. Vá aos grupos de estudo propostos pelo seu orientador, mesmo que eles sejam do outro lado da cidade.
24. Não leve seu orientador tão a sério em tudo.
25. Não leia Hegel (sobretudo não em alemão) logo nos primeiros anos da graduação, mesmo se o orientador com pouca estabilidade mental mandar.
26. Faça iniciação científica.
27. Tenha uma vida social. Muitos dos amigos/colegas de trabalho que você fará na graduação te acompanharão ao menos pelos próximos 10 anos.
28. Use filtro solar.
Thursday, July 28, 2011
Filosofia na (mas não necessariamente DA) cidade de São Paulo
Para o pessoal da grande São Paulo (e arredores) que se interessa por filosofia, sugiro acompanhar esse blog, que traz chamadas de trabalhos e artigos, anúncios de eventos (acadêmicos ou não) relacionados a filosofia.
Por enquanto, é novidade, mas seria bem legal se ele "pegasse", assim como esse aqui, gringo.
Por enquanto, é novidade, mas seria bem legal se ele "pegasse", assim como esse aqui, gringo.
Thursday, June 30, 2011
Experimentos mentais
Enquanto eu não posto nada sequer ligeiramente "original"...
O site do John D. Norton, professor do departamento de história e filosofia da ciência da Universidade de Pittsburgh, tem uma lista bem legal, com explicações bem detalhadas, de experimentos mentais (thought experiments) em filosofia "das ciências". Alguns dos temas abarcados: Einstein, filosofia da física, filosofia da ciência.
Vale a pena explorar o site: http://www.pitt.edu/~jdnorton/Goodies/
(Pena é que é só em inglês...)
O site do John D. Norton, professor do departamento de história e filosofia da ciência da Universidade de Pittsburgh, tem uma lista bem legal, com explicações bem detalhadas, de experimentos mentais (thought experiments) em filosofia "das ciências". Alguns dos temas abarcados: Einstein, filosofia da física, filosofia da ciência.
Vale a pena explorar o site: http://www.pitt.edu/~jdnorton/Goodies/
(Pena é que é só em inglês...)
Tuesday, April 26, 2011
Gettier, o "one-hit wonder" da filosofia
Epistemologia é um ramo da filosofia que estuda o conhecimento humano (o que é, como ocorre etc.). Disso a maioria de nós já sabe. E, desde os tempos do velho Plato, a epistemologia é uma grande fonte de problemas cabeludos. Perguntas aparentemente simples quase fazem explodir a cabeça de gente como eu. De todas as perguntas, algumas das mais tenobrosas são:
Mas, e aí, que diabos é o conhecimento? O que difere um conhecimento de uma opinião, por exemplo?
Na visão mais clássica possível, para uma proposição ser considerada conhecimento, ela precisa estar passar pelo crivo dessas três condições:
(a) precisa ser uma crença (i.e. alguém precisa acreditar na tal proposição);
(b) precisa ser verdadeira; e
(c) precisa ser justificada (i.e. a pessoa que crê ou profere a proposição precisa ter boas razões para sua crença).
Simples, não? Pois é. Até 1962, tudo ia bem.
Mas aí, em 1963, Edmund Gettier publicou um artigo intitulado "Is Justified True Belief Knowledge?", no qual ele basicamente provou, com uso de contra-exemplos, que, diferentemente do que se havia acreditado desde os idos da filosofia antiga até 1962 (!!), conhecimento não é apenas uma crença correta justificada.
Gettier faz desabar a fundação da epistemologia em uma artigo de três míseras páginas, onde descreve dois contra-exemplos à tese clássica.
O pior é que os exemplos de Gettier são até meio confusos. O que aconteceu foi que, depois desse artigo, outros filósofos pegaram o argumento principal e desenvolveram exemplos mais claros (e, algumas vezes, mais elaborados).
Uma forma resumida (talvez simplista, mas sejam solidários...) de se apresentar a refutação de Gettier às três condições acima é a seguinte:
Imagine que eu vejo um caderno azul na mesa da sala da minha casa e que eu tenha evidências suficientes para crer que esse caderno pertence à minha mãe (suponhamos, por exemplo, que eu vi minha mãe comprar um caderno azul algumas horas antes). E eu também sei, digamos, que minha mãe tem R$10 na carteira (porque, suponhamos, quando ela foi comprar caderno, comentou comigo: "Puxa, só tenho R$10 na carteira!).
Assim, eu formulo a proposição: "A dona do caderno azul que está em cima da mesa tem apenas R$10 na carteira" (por transitividade de identidade).
Suponhamos, então, que eu chegue mais perto do caderno, e descubra que, na verdade, ele é um caderno meu, antigo, do qual eu já não me lembrava. E suponhamos ainda que, ao abrir minha carteira, eu descubra que tenho exatos R$10 lá dentro.
Nesse caso, pode-se dizer que minha crença de que "a dona do caderno azul tem apenas R$10 na carteira" é justificada e verdadeira, embora não pareça poder ser qualificada como "conhecimento". Poque "no fundo, no fundo", eu não sabia que a doa do caderno azul tinha R$10 na carteira. Isso ocorreu apenas por uma enorme coincidência. Sacaram?
Essa é uma paráfrase/adaptação do primeiro exemplo de Gettier. O segundo exemplo envolve disjunção (mas esse vocês podem ler diretamente no artigo dele, agora que já captaram a ideai principal - senão o post fica longo e repetitivo demais...).
A partir desse tal artigo, então, desenvolveu-se toda uma linha de argumentos/problemas, geralmente chamados Gettier-style arguments/problems (argumentos/problemas estilo Gettier). Em resposta a esses argumentos, alguns filósofos tentaram formular teorias mais elaboradas de o que é conhecimento, como teorias onde se insere uma quarta condição à definição, como a JTB+G (justified true belief + Gettier clause), ou seja: crença verdadeira justificada, com um aditivo de uma cláusula chamada "cláusula de Gettier", que exclua situações como as do exemplo acima.
Alguns filósofos alegam ainda que, em contra-exemplos como os de Gettier, há, sim, conhecimento. Uma linha mais ortodoxa de filósofos tenta, por outro lado, provar que em exemplos estilo Gettier não há crença justificada verdadeira. E é aí que os argumentos ficam realmente refinados e interessantes.
Curiosamente, no entanto, Gettier nunca publicou mais nada. Esse mísero artigo de três paginas garantiu sua carreira (hoje em dia, ele é professor emérito na University of Massachusetts Amherst) e sacodiu a epistemologia de um jeito que há séculos (ouso dizer!) não se fazia. Gettier é o maior one-hit wonder da filosofia.
Para ler mais:
William P. Alston. Beyond Justification: dimensions of epistemic evaluation. Cornell University Press. 2006.
E todos os livros do Ernest Sosa, John Greco e artigos do Stephen Grimm.
Mas, e aí, que diabos é o conhecimento? O que difere um conhecimento de uma opinião, por exemplo?
Na visão mais clássica possível, para uma proposição ser considerada conhecimento, ela precisa estar passar pelo crivo dessas três condições:
(a) precisa ser uma crença (i.e. alguém precisa acreditar na tal proposição);
(b) precisa ser verdadeira; e
(c) precisa ser justificada (i.e. a pessoa que crê ou profere a proposição precisa ter boas razões para sua crença).
Simples, não? Pois é. Até 1962, tudo ia bem.
Mas aí, em 1963, Edmund Gettier publicou um artigo intitulado "Is Justified True Belief Knowledge?", no qual ele basicamente provou, com uso de contra-exemplos, que, diferentemente do que se havia acreditado desde os idos da filosofia antiga até 1962 (!!), conhecimento não é apenas uma crença correta justificada.
Gettier faz desabar a fundação da epistemologia em uma artigo de três míseras páginas, onde descreve dois contra-exemplos à tese clássica.
O pior é que os exemplos de Gettier são até meio confusos. O que aconteceu foi que, depois desse artigo, outros filósofos pegaram o argumento principal e desenvolveram exemplos mais claros (e, algumas vezes, mais elaborados).
Uma forma resumida (talvez simplista, mas sejam solidários...) de se apresentar a refutação de Gettier às três condições acima é a seguinte:
Imagine que eu vejo um caderno azul na mesa da sala da minha casa e que eu tenha evidências suficientes para crer que esse caderno pertence à minha mãe (suponhamos, por exemplo, que eu vi minha mãe comprar um caderno azul algumas horas antes). E eu também sei, digamos, que minha mãe tem R$10 na carteira (porque, suponhamos, quando ela foi comprar caderno, comentou comigo: "Puxa, só tenho R$10 na carteira!).
Assim, eu formulo a proposição: "A dona do caderno azul que está em cima da mesa tem apenas R$10 na carteira" (por transitividade de identidade).
Suponhamos, então, que eu chegue mais perto do caderno, e descubra que, na verdade, ele é um caderno meu, antigo, do qual eu já não me lembrava. E suponhamos ainda que, ao abrir minha carteira, eu descubra que tenho exatos R$10 lá dentro.
Nesse caso, pode-se dizer que minha crença de que "a dona do caderno azul tem apenas R$10 na carteira" é justificada e verdadeira, embora não pareça poder ser qualificada como "conhecimento". Poque "no fundo, no fundo", eu não sabia que a doa do caderno azul tinha R$10 na carteira. Isso ocorreu apenas por uma enorme coincidência. Sacaram?
Essa é uma paráfrase/adaptação do primeiro exemplo de Gettier. O segundo exemplo envolve disjunção (mas esse vocês podem ler diretamente no artigo dele, agora que já captaram a ideai principal - senão o post fica longo e repetitivo demais...).
A partir desse tal artigo, então, desenvolveu-se toda uma linha de argumentos/problemas, geralmente chamados Gettier-style arguments/problems (argumentos/problemas estilo Gettier). Em resposta a esses argumentos, alguns filósofos tentaram formular teorias mais elaboradas de o que é conhecimento, como teorias onde se insere uma quarta condição à definição, como a JTB+G (justified true belief + Gettier clause), ou seja: crença verdadeira justificada, com um aditivo de uma cláusula chamada "cláusula de Gettier", que exclua situações como as do exemplo acima.
Alguns filósofos alegam ainda que, em contra-exemplos como os de Gettier, há, sim, conhecimento. Uma linha mais ortodoxa de filósofos tenta, por outro lado, provar que em exemplos estilo Gettier não há crença justificada verdadeira. E é aí que os argumentos ficam realmente refinados e interessantes.
Curiosamente, no entanto, Gettier nunca publicou mais nada. Esse mísero artigo de três paginas garantiu sua carreira (hoje em dia, ele é professor emérito na University of Massachusetts Amherst) e sacodiu a epistemologia de um jeito que há séculos (ouso dizer!) não se fazia. Gettier é o maior one-hit wonder da filosofia.
Para ler mais:
William P. Alston. Beyond Justification: dimensions of epistemic evaluation. Cornell University Press. 2006.
E todos os livros do Ernest Sosa, John Greco e artigos do Stephen Grimm.
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